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vácuo |
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| Espaço onde existe pouca ou nenhuma pressão
gasosa. Termo aplicado duma forma geral ao espaço interestelar que se pensa estar vazio. |
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variável, estrela |
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| São as estrelas cujas características,
nomeadamente o brilho, variam com o tempo. A variável intrínseca
é aquela cuja variação de brilho se deve a movimentos alternados de expansão e
contracção dela própria. Uma variável de eclipse deve a sua
alteração ao facto de ser regularmente eclipsada por uma companheira. |
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velocidade da luz |
Topo |
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Normalmente referida como sendo de 300.000 Km por
segundo (no vazio), o seu valor mais preciso é de facto de 299.792,458 Km/seg.
Segundo a teoria da relatividade, é a velocidade máxima que pode ser atingida por uma
partícula elementar sem massa(1) como p.e., um
fotão. Nada pode viajar mais rápido que a luz; constitui o limite universal de
velocidade. (1) Uma partícula com massa pode
apenas "aproximar-se" desta velocidade mas nunca a atingirá, uma vez que a
energia que lhe teria ser aplicada seria infinita. |
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velocidade de escape (ou velocidade
parabólica) |
Topo |
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Velocidade inicial mínima com que qualquer corpo deve ser
lançado da superfície de um astro para se conseguir libertar da sua força gravitacional, sem que qualquer outra força
propulsora adicional lhe seja aplicada.
Ao lançar-se um objecto para cima na vertical(1)
ele subirá até ao ponto em que a força da gravidade o fará parar e depois cairá. Mas
como a força da gravidade vai diminuindo à medida que o objecto sobe, é possível, ao
lançar o objecto com uma velocidade inicial suficientemente grande - a velocidade de
escape - fazer com que a força desaceleradora da gravidade nunca consiga pará-lo
completamente. Assim o objecto poderá prosseguir o seu caminho e escapar lentamente à
atracção gravitacional do astro a partir do qual foi lançado.Ao atingir 71% da velocidade
de escape o objecto atingirá a velocidade orbital e
adquirirá uma órbita circular. Se a velocidade for um pouco superior a órbita será elíptica. Ao atingir a velocidade de
escape a órbita será parabólica.
A velocidade de escape é proporcional à raiz quadrada da massa do corpo
dividida pelo seu raio:

Os veículos espaciais usados para colocar objectos em órbita não possuem uma
velocidade inicial sequer comparável à velocidade de escape(2) mas o funcionamento contínuo dos seus foguetões permite
atingir o mesmo objectivo. Na realidade prática é usada a ajuda da velocidade tangencial(3) da rotação da Terra no local de lançamento para que o
veículo possa atingir a velocidade requerida. Não é por acaso que os lançamentos são
feitos em direcção a Leste e o mais perto possível do Equador(4)
onde essa velocidade é maior (1.469 Km/h, 408 m/s), cerca de 4% da velocidade de
escape necessária. |

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Alguns exemplos:
| Mercúrio: |
13.680 Km/h |
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Saturno: |
129.600 Km/h |
| Vénus: |
37.080 Km/h |
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Urano: |
79.200 Km/h |
| Terra: |
40.336 Km/h(5) |
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Neptuno: |
86.400 Km/h |
| Marte: |
18.000 Km/h |
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Plutão: |
5.760 Km/h |
| Júpiter: |
219.600 Km/h |
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Lua: |
8.640 Km/h |
Ver o cálculo matemático da velocidade de
escape.
(1) com uma velocidade inferior à de escape.
(2) principalmente no caso dos voos tripulados dado que o
organismo humano não suportaria a aceleração.
(3) a velocidade tangencial é igual ao produto entre a
velocidade angular do ponto de lançamento e a distância ao eixo de rotação da Terra.
Ambas são maiores no Equador.
(4) no caso dos americanos, em Cabo Canaveral, na Florida
(5) Ou 11,2Km/s. |
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velocidade orbital (ou velocidade circular)
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Topo |
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| Velocidade com que qualquer corpo deve rodar em
torno de um astro de forma a manter uma órbita circular. 
Ao atingir 71% da velocidade de escape o objecto
atingirá a velocidade orbital e adquirirá uma órbita circular. Se a
velocidade for um pouco superior a órbita será elíptica.
Ao atingir a velocidade de escape a órbita será parabólica.
Alguns exemplos:
| Mercúrio: |
9.672 Km/h |
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Saturno: |
91.627 Km/h |
| Vénus: |
26.216 Km/h |
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Urano: |
55.994 Km/h |
| Terra: |
28.518 Km/h |
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Neptuno: |
61.085 Km/h |
| Marte: |
12.726 Km/h |
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Plutão: |
4.072 Km/h |
| Júpiter: |
155.257 Km/h |
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Lua: |
6.108 Km/h |
Ver o cálculo matemático da velocidade
orbital. |
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vento solar |
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| Fluxo de partículas carregadas electricamente (ionizadas) emitido continuamente pelo Sol e que atinge a
Terra normalmente a uma velocidade entre 400 e 800 km/s. |
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Via Láctea |
Topo |
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Nome comum da nossa galáxia.
O seu diâmetro é de cerca de 100.000 anos-luz e a espessura do disco
central é de 12.000 al. É composta por, pelo menos, 200.000 milhões de estrelas.
E estimativas recentes apontam apara a possibilidade de serem
400.000 milhões !!!
A distância do nosso Sol ao centro da Via Láctea(1)
é de 30.000 anos-luz. (1) O
centro da Via Láctea está situado na direcção da zona da "cauda" do
Escorpião. |
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VLA |
Topo |
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O observatório VLA (Very Large Array) no
Novo México nos E.U.(1), faz parte do NRAO. Entrou ao serviço em 1980 e é um radiotelescópio composto por 27 antenas parabolóides
móveis(2) de 26m de diâmetro cada uma, dispostas
num enorme Y com 2 braços de 21Km e outro de 19Km, e trabalha em comprimentos de onda de
1,3cm, 2cm, 6cm e 21cm.
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| VLA (Very Large Array), Socorro, Novo México, E.U.A |
(1) "Protagonista" de vários filmes, entre eles
"O Contacto".
(2) Utiliza a técnica de síntese
de abertura em que é feita variar a distância entre as antenas de forma a combinar
as "imagens" observadas em diferentes posições numa única "imagem"
com uma resolução equivalente à de um telescópio
óptico com um espelho de área equivalente àquela em que se deslocam as antenas!
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VLBA |
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O observatório VLBA (Very Long
Baseline Array) faz parte do NRAO. Entrou ao
serviço em 1992 e é uma rede americana de 10 antenas parabolóides de 25m de diâmetro
repartidas por pontos tão afastados como o Havai, Pacífico, Ilhas Virgens, Porto Rico e
costa atlântica do E.U. e trabalha em 9 comprimentos de onda entre 7mm e 90cm com uma
resolução entre 0,02" e 0,002". Utiliza a técnica VLBI.
O seu poder de resolução é de 0,001" (um
milésimo de arco de segundo), o suficiente para conseguir detectar um objecto do tamanho
de uma bola de basket à distância da Lua.
Ver também interferometria.
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VLBI |
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| A técnica VLBI (Very Long Baseline
Interferometry) é usada para aumentar ao máximo o poder de resolução de um radiotelescópio
afastando as suas antenas tanto quanto possível. É usada, p.e. no radiotelescópio VLBA cujas antenas estão separadas por milhares de quilómetros. No caso
do VLBI as observações de cada elemento são gravadas de forma sincronizada pelo
uso de relógios atómicos e processadas mais tarde num computador central. Ver também
interferometria. |
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