> vácuo
> Van Allen, Cinturas de
> variável, estrela
> velocidade da luz
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> velocidade de escape
> velocidade orbital
> vento solar
> vertical do astro
> Via Láctea
> visível, radiação
> VLA
> VLBA
> VLBI
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> vácuo

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Espaço onde existe pouca ou nenhuma pressão gasosa. Termo aplicado duma forma geral ao espaço interestelar que se pensa estar vazio.

> Van Allen, Cinturas de

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Nome dado a duas zonas em forma de anel que circundam a Terra e que contêm gás ionizado (plasma), causadas pela interacção entre o campo magnético da Terra e o vento solar.

Ver magnetosfera


> variável, estrela

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São as estrelas cujas características, nomeadamente o brilho, variam com o tempo.

A variável intrínseca é aquela cuja variação de brilho se deve a movimentos alternados de expansão e contracção dela própria. Uma variável de eclipse deve a sua alteração ao facto de ser regularmente eclipsada por uma companheira.


> velocidade da luz

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Normalmente referida como sendo de 300.000 Km por segundo (no vazio), o seu valor mais preciso é de facto de 299.792,458 Km/seg.
Segundo a teoria da relatividade, é a velocidade máxima que pode ser atingida por uma partícula elementar sem massa(1) como p.e., um fotão. Nada pode viajar mais rápido que a luz; constitui o limite universal de velocidade.

(1) Uma partícula com massa pode apenas "aproximar-se" desta velocidade mas nunca a atingirá, uma vez que a energia que lhe teria ser aplicada seria infinita.


> velocidade de escape (ou velocidade parabólica)

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Velocidade inicial mínima com que qualquer corpo deve ser lançado da superfície de um astro para se conseguir libertar da sua força gravitacional, sem que qualquer outra força propulsora adicional lhe seja aplicada.
Ao lançar-se um objecto para cima na vertical(1) ele subirá até ao ponto em que a força da gravidade o fará parar e depois cairá. Mas como a força da gravidade vai diminuindo à medida que o objecto sobe, é possível, ao lançar o objecto com uma velocidade inicial suficientemente grande - a velocidade de escape - fazer com que a força desaceleradora da gravidade nunca consiga pará-lo completamente. Assim o objecto poderá prosseguir o seu caminho e escapar lentamente à atracção gravitacional do astro a partir do qual foi lançado.

Ao atingir 71% da velocidade de escape o objecto atingirá a velocidade orbital e adquirirá uma órbita circular. Se a velocidade for um pouco superior a órbita será elíptica. Ao atingir a velocidade de escape a órbita será parabólica.

A velocidade de escape é proporcional à raiz quadrada da massa do corpo dividida pelo seu raio:

ast_velesc3.gif (1149 bytes)

Os veículos espaciais usados para colocar objectos em órbita não possuem uma velocidade inicial sequer comparável à velocidade de escape(2) mas o funcionamento contínuo dos seus foguetões permite atingir o mesmo objectivo. Na realidade prática é usada a ajuda da velocidade tangencial(3) da rotação da Terra no local de lançamento para que o veículo possa atingir a velocidade requerida. Não é por acaso que os lançamentos são feitos em direcção a Leste e o mais perto possível do Equador(4) onde essa velocidade é maior (1.469 Km/h, 408 m/s), cerca de 4% da velocidade de escape necessária.

Alguns exemplos:

Mercúrio: 13.680 Km/h Saturno: 129.600 Km/h
Vénus: 37.080 Km/h Urano: 79.200 Km/h
Terra: 40.336 Km/h(5) Neptuno: 86.400 Km/h
Marte: 18.000 Km/h Plutão: 5.760 Km/h
Júpiter: 219.600 Km/h Lua: 8.640 Km/h

Ver o cálculo matemático da velocidade de escape.

(1) com uma velocidade inferior à de escape.
(2) principalmente no caso dos voos tripulados dado que o organismo humano não suportaria a aceleração.
(3) a velocidade tangencial é igual ao produto entre a velocidade angular do ponto de lançamento e a distância ao eixo de rotação da Terra. Ambas são maiores no Equador.
(4) no caso dos americanos, em Cabo Canaveral, na Florida
(5) Ou 11,2Km/s.


> velocidade orbital (ou velocidade circular)

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Velocidade com que qualquer corpo deve rodar em torno de um astro de forma a manter uma órbita circular.

ast_velorb3.gif (1130 bytes)

Ao atingir 71% da velocidade de escape o objecto atingirá a velocidade orbital e adquirirá uma órbita circular. Se a velocidade for um pouco superior a órbita será elíptica. Ao atingir a velocidade de escape a órbita será parabólica.

Alguns exemplos:

Mercúrio: 9.672 Km/h Saturno: 91.627 Km/h
Vénus: 26.216 Km/h Urano: 55.994 Km/h
Terra: 28.518 Km/h Neptuno: 61.085 Km/h
Marte: 12.726 Km/h Plutão: 4.072 Km/h
Júpiter: 155.257 Km/h Lua: 6.108 Km/h

Ver o cálculo matemático da velocidade orbital.


> vento solar

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Fluxo de partículas carregadas electricamente (ionizadas) emitido continuamente pelo Sol e que atinge a Terra normalmente a uma velocidade entre 400 e 800 km/s.

> vertical do astro

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Linha imaginária, perpendicular ao horizonte, que passa pelo zénite e por um dado astro; é sobre esta linha que se mede a altura do astro no sistema de coordenadas horizontais.

> Via Láctea

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Nome comum da nossa galáxia. O seu diâmetro é de cerca de 100.000 anos-luz e a espessura do disco central é de 12.000 al. É composta por, pelo menos, 200.000 milhões de estrelas. E estimativas recentes apontam apara a possibilidade de serem 400.000 milhões !!!
A distância do nosso Sol ao centro da Via Láctea(1) é de 30.000 anos-luz.

(1) O centro da Via Láctea está situado na direcção da zona da "cauda" do Escorpião.


> visível, radiação

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Luz visível. Com comprimentos de onda entre 4x10-7m e 4x10-7m (entre 400 e 700nm), representa uma estreita faixa da radiação electromagnética.

Ver radiação electromagnética


> VLA

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O observatório VLA (Very Large Array) no Novo México nos E.U.(1), faz parte do NRAO. Entrou ao serviço em 1980 e é um radiotelescópio composto por 27 antenas parabolóides móveis(2) de 26m de diâmetro cada uma, dispostas num enorme Y com 2 braços de 21Km e outro de 19Km, e trabalha em comprimentos de onda de 1,3cm, 2cm, 6cm e 21cm.
 
VLA (Very Large Array), Socorro, Novo México, E.U.A


(1) "Protagonista" de vários filmes, entre eles "O Contacto".
(2) Utiliza a técnica de síntese de abertura em que é feita variar a distância entre as antenas de forma a combinar as "imagens" observadas em diferentes posições numa única "imagem" com uma resolução equivalente à de um telescópio óptico com um espelho de área equivalente àquela em que se deslocam as antenas!


> VLBA

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O observatório VLBA (Very Long Baseline Array) faz parte do NRAO. Entrou ao serviço em 1992 e é uma rede americana de 10 antenas parabolóides de 25m de diâmetro repartidas por pontos tão afastados como o Havai, Pacífico, Ilhas Virgens, Porto Rico e costa atlântica do E.U. e trabalha em 9 comprimentos de onda entre 7mm e 90cm com uma resolução entre 0,02" e 0,002". Utiliza a técnica VLBI.
O seu poder de resolução é de 0,001" (um milésimo de arco de segundo), o suficiente para conseguir detectar um objecto do tamanho de uma bola de basket à distância da Lua.
 


Ver também interferometria.


> VLBI

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A técnica VLBI (Very Long Baseline Interferometry) é usada para aumentar ao máximo o poder de resolução de um radiotelescópio afastando as suas antenas tanto quanto possível. É usada, p.e. no radiotelescópio VLBA cujas antenas estão separadas por milhares de quilómetros. No caso do VLBI as observações de cada elemento são gravadas de forma sincronizada pelo uso de relógios atómicos e processadas mais tarde num computador central.

Ver também interferometria.