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> nadir (N)

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É o ponto da esfera celeste que está no ponto oposto ao zénite, ou seja, no ponto em que a vertical do lugar(1) intersecta a esfera celeste por baixo do observador e, como tal, é invisível para o observador. A altura do nadir é de -90º.

(1) A vertical do lugar é uma linha perpendicular à superfície da Terra exactamente sobre o observador.


> nebulosa

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Nuvens de poeiras ou gás, normalmente iluminadas pelas estrelas próximas, são uma maternidade de estrelas; ou podem ser, pelo contrário, como no caso das nebulosas planetárias, resíduos de estrelas em fim de vida.
  
Nebulosa do Buraco
de Fechadura
NGC 3372
Nebulosa da Águia
M16
(pormenor)
Nebulosa da
Cara de Palhaço
NGC 2392

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As nebulosas podem ser classificadas como sendo de emissão ou de absorção.
As nebulosas de emissão são compostas por nuvens de gás (hidrogénio) ionizado e brilham graças à luz emitida pelas estrelas jovens e muito quentes que lhe estão próximas.
As nebulosas de absorção são nuvens moleculares, escuras, de matéria interestelar que absorve a luz das estrelas.


> nebulosa planetária

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Gases e plasma expulsos das camadas exteriores de uma estrela de massa baixa ou média no fim da sua vida, depois de ter evoluído primeiro para a fase de gigante vermelha e depois para anã branca, em que o núcleo inerte de carbono e oxigénio está envolvido por camadas de hélio em fusão cujas expansões e contracções sucessivas acabam por expulsar para o espaço as camadas exteriores da atmosfera da estrela.
  
   
Nebulosa do Anel
M57
(pormenor)
Nebulosa do Olho do Gato
NGC 6543
(pormenor)

NGC 7009
(pormenor)

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> neutrão

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Uma das partículas constituintes do núcleo dos átomos.

Ver protão


> neutrino

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Partícula sem carga eléctrica e, provavelmente, sem massa. Os neutrinos são produzidos por reacções nucleares nas estrelas.

Ver partículas elementares


> NGC

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New General Catalog. Lista de mais de 13.000 objectos celestes desenvolvida em 1888.

> nodos

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São os dois pontos em que um corpo, na sua revolução em redor de outro, intersecta um plano de referência (como p.e. a eclíptica no caso dos planetas e cometas que orbitam o Sol). Convencionou-se chamar nodo ascendente ao ponto de intersecção atingido quando corpo tem um movimento de sul para norte e nodo descendente quando o movimento é de norte para sul.

A linha dos nodos é a recta imaginária que une os dois pontos.


> nodos lunares

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São os pontos em que a Lua, na sua revolução em redor da Terra, cruza a eclíptica; no nodo ascendente fá-lo de sul para norte e no descendente de norte para sul. Isto acontece porque o plano de translação da Lua está inclinado(1) em relação ao plano da órbita da Terra (ou plano da eclíptica).
É quando a Lua está num nodo, ou perto dele, e em fase de Cheia ou Nova, que se podem verificar os eclipses (da Lua ou do Sol, respectivamente).

(1) cerca de 5º


> NRAO

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National Radio Astronomy Observatory. Observatório americano que engloba um conjunto de radiotelescópios tais como:
  • VLA (Very Large Array)
  • VLBA (Very Long Baseline Array)
  • GBT (Green Bank Telescope)
  • ALMA (Atacama Large Millimeter Array)

> nova

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Fase da evolução dum sistema binário de estrelas em que o brilho aumenta de tal forma que parece haver uma estrela nova no céu.

Na verdade, quando a massa das estrelas componentes é diferente, a sua evolução também será diferente uma vez que a mais maciça evoluirá mais rapidamente que a outra e atingirá a fase final mais cedo tornando-se frequentemente numa anã branca. A outra estrela, mais atrasada, estará provavelmente nesta altura na fase de gigante vermelha, o que fará com que os gases das suas camadas exteriores, ao expandirem-se, sejam sugados pela companheira e aumentem de temperatura acabando por explodir numa reacção termonuclear violenta.
Crê-se que as novas, uma vez que não se desfazem, repetem este processo em ciclos que podem durar centenas ou milhares de anos.

Não confundir com supernova que é resultado da explosão (final e definitiva) duma estrela com uma massa muito superior e é muito mais brilhante que a nova.

> nucleosíntese do Big-Bang

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Processo pelo qual os núcleos dos átomos dos elementos químicos mais leves se fundem em núcleos mais pesados e pelo qual se formaram, a partir dos protões e neutrões existentes nos primeiros instantes do Universo, os átomos dos elementos mais simples, como o hidrogénio.
 
Quando o Universo tinha menos de 1 segundo a temperatura era de 100.000.000.000K e a densidade era tão alta que quase só existia radiação sob a forma de fotões, neutrinos e antineutrinos. A pouca matéria existente encontrava-se na forma de electrões, positrões e uma pequena quantidade de protões e neutrões (uma parte por mil milhões).
 
Outra interacção entre as partículas era a contínua conversão dos protões em neutrões e vice-versa. Apesar de existirem em pequena quantidade o seu número era equivalente. No entanto, como o neutrão é ligeiramente mais pesado que um protão é necessária um pouco mais de energia para transformar um protão num neutrão que o contrário. À medida que o Universo se expandia e diminuía a energia disponível para cada colisão, o número de protões começou a aumentar em relação ao de neutrões.
 
Aos 13 segundos a temperatura era já de "apenas" 3.000.000.000K e houve uma redução drástica no número de electrões e positrões porque a expansão do Universo, ao "esticar" o comprimento de onda da radiação, fez com que diminuísse a energia dos fotões que assim deixaram de se poder converter em electrões e positrões.
 
Por volta dos 3 minutos teve início a nucleosíntese. As colisões dos protões e neutrões passaram a ter menos energia e tornou-se possível "colarem-se" uns aos outros e formar deuterões (núcleos de Deutério)(1).
 
a) Um protão colide com um neutrão libertando um fotão e dando origem a um deuterão.
b) Dois protões colidem e associam-se libertando um positrão (electrão de carga positiva) e um neutrino (sem carga) transformando um dos protões num neutrão e originando assim um deuterão.
 
c) O núcleo de deutério colide com outro protão e associa-se-lhe libertando um fotão e originando um núcleo de hélio-3(2), mais leve que o hélio normal.
 
d) Um núcleo de deutério colide com um neutrão e associa-se-lhe libertando um fotão e originando um núcleo de hidrogénio-3 que ao colidir com um protão produz um núcleo de hélio.
 

Dois núcleos de Hélio-3 colidem e associam-se libertando 2 protões e originando um núcleo de Hélio-4, a forma normal e estável do Hélio.

Dado o curto intervalo de tempo em que a nucleosíntese ocorreu no Big-Bang - dada a imediata expansão e consequente arrefecimento - não houve oportunidade para serem criados elementos mais pesados que o Lítio. Estes elementos são criados p.e. nas estrelas como o nosso Sol por processos como a cadeia protão-protão, o ciclo CNO, etc. A síntese de elementos mais pesados que o Ferro e o Níquel só pode ocorrer em condições de extrema pressão e energia como as proporcionadas pelas supernovas.

(1) Deutério = "Hidrogénio pesado", isótopo radioactivo do Hidrogénio.
(2) Número de nucleões, partículas constituintes do núcleo (os protões e  neutrões).


> nucleosíntese estelar

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Processo de fusão dos núcleos atómicos que ocorre no interior das estrelas e que dá origem a elementos sucessivamente mais pesados. Existem vários processos diferentes dos quais o primeiro é o da cadeia protão-protão em que os protões individuais (1H) se associam entre si para formar deutério (2H), trítio (3H), e assim sucessivamente.

Fusão do Hidrogénio

Cadeia protão-protão

É o processo mais frequente em estrelas de tamanho igual ou inferior ao do Sol constituindo o principal meio pelo qual o hidrogénio (H) é transformado em hélio (He). Esta fusão pode apresentar 3 formas ou ramos distintos.

Na fase inicial, dois protões colidem originando um núcleo de Deutério (2H ou D), um positrão (e+) e um neutrino (ne). Posteriormente, o deuterão associa-se com um novo protão libertando energia sob a forma de raios-gama e originando um núcleo de Hélio-3.

Ramo PP-I
A fusão de dois núcleos de Hélio-3 dá origem a um núcleo de Hélio (partícula-alfa, 4H) e dois protões. Esta fusão é o processo dominante no Sol, a temperaturas entre 10 e 14 MK, e é responsável por 86% da produção de Hélio.

 

Ramo PP-II
Um núcleo de hélio-3 funde-se com um núcleo de Hélio-4 (He) libertando-se um fotão e dando origem a um núcleo de Berílio-7. A associação deste com um electrão produz um núcleo de Lítio-7 (Li) e um neutrino. A colisão do Lítio com um protão produz dois núcleos de Hélio. Este processo é dominante a temperaturas entre 14 e 23 MK e é responsável por 14% do Hélio produzido.

Ramo PP-III
Este é o processo dominante a temperaturas superiores a 23 MK mas no Sol é responsável por apenas 0,11% do Hélio produzido. No entanto é a origem de neutrinos de alta energia.

Ciclo CNO (Carbon-Nitrogen-Oxygen)

Este processo de transformação do Hidrogénio em Hélio usa o Carbono como catalizador o que, obviamente, pressupõe a sua existência prévia. O Carbono é criado pelo processo tripla-alfa.

Os núcleos de Carbono, Nitrogénio (Azoto) e oxigénio são regenerados actuando portanto como catalizadores. Assim, o resultado líquido do ciclo CNO é a transformação de 4 protões num núcleo de Hélio (partícula alfa) com emissão de dois positrões, dois neutrinos e raios-gama.

Fusão do Hélio

Processo Tripla-alfa

Três núcleos de Hélio (partículas-alfa) podem combinar-se para dar origem a um núcleo de Carbono-12:

Processo Alfa

Fusão do Carbono

A fusão do Carbono ocorre no núcleo das estrelas maciças, com pelo menos 4 massas solares, depois de terem consumido todos os elementos mais leves. Requer temperaturas da ordem dos 600 MK e resulta na produção de elementos como o Oxigénio, o Néon e o Magnésio.

Fusão do Néon

A fusão do Néon ocorre no núcleo das estrelas maciças, com pelo menos 8 massas solares. Requer temperaturas da ordem dos 1.200 MK. Numa primeira fase desintegra-se originando um elemento mais leve, o Oxigénio, e posteriormente fundindo-se com a partícula alfa resultante da primeira reacção dando origem ao Magnésio, mais pesado.

Fusão do Oxigénio

A fusão do Oxigénio ocorre no núcleo das estrelas maciças. Requer temperaturas da ordem dos 1.500 MK e uma estrela demora entre 6 meses a um ano a criar um núcleo rico em Silício.

16O + 16O g 32S + g
16O + 16O g
31S + n
16O + 16O
g 31p + 1H
16O + 16O g 28Si + 4He
16O + 16O
g 24Mg + 24He

 

Fusão do Silício

A fusão do Silício demora apenas 1 dia no núcleo das estrelas com uma massa inicial entre 8 a 11 vezes superior à do Sol. Dependendo da massa, a fusão ocorre a temperaturas da ordem dos 2.700 a 3.500 MK.
No fim da fusão do Silício dá-se uma gigantesca explosão como supernova tipo II.

28Si g 32S g 36Ar g 40Ca g 44Ti g 48Cr g 52Fe g 56Ni

A fusão nuclear vai sempre libertando energia até ao níquel-56. A partir daí a transformação em núcleos mais pesados passaria a consumir energia em vez de a libertar. Sem produção de energia não há condições para que se mantenha o volume do núcleo que sofre uma contracção brusca. A energia potencial da gravidade aquece o núcleo até 5 GK que se opõe e atrasa momentaneamente a contracção. Mas, na falta de uma fonte adicional de energia que mantenha esta oposição, o colapso final demora apenas uns segundos e o núcleo transforma-se numa estrela de neutrões ou num buraco negro. As camadas exteriores são expulsas numa explosão de supernova tipo II que pode demorar dias ou meses.
Esta explosão radia enormes quantidades de neutrões que num segundo sintetizam metade dos núcleos mais pesados que o Ferro através de uma fusão nuclear por captura de neutrões conhecido como processo-R.


> nucleosíntese de explosão

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A partir do ferro e níquel a transformação em núcleos mais pesados (e menos estáveis), passa a consumir energia em vez de a libertar. A energia necessária para esta fusão pode ser comunicada pela explosão de uma supernova que, além de produzir elementos como o urânio, o chumbo ou o ouro, espalha-os em nuvens de matéria pelo espaço onde podem vir a integrar novas estrelas e planetas.
Processo-S
O Processo-S acontece no interior de estrela maciças e é responsável pela criação de elementos mais pesados que o Cobre por um processo lento (S="slow") de captura de neutrões por parte dos núcleos. Mas, ao contrário do que acontece no Processo-R, esta captura é suficientemente lenta para permitir que ocorram decaimentos alfa dos núcleos entretanto criados que sejam instáveis. Entre os elementos criados pelo Processo-S estão p.e. o Bário, Zircónio, Ítrio e Lantânio.
Processo-R
O Processo-R é responsável pela criação da maior parte dos elementos químicos mais pesados que o Ferro e ocorre tão rapidamente (R) quando comparado com o tempo que seria necessário para ocorrerem decaimentos dos núcleos-alvo, que o seu bombardeamento origina reacções em cadeia com criação de núcleos intermédios instáveis que não de produziriam de outra forma. O processo termina quando a camada exterior completa de neutrões dos núcleos dificulta - e atrasa até à paragem - a criação de isótopos ainda mais pesados. Pensa-se que esta paragem aconteça na zona do Ruterfórdio/Darmstádio.
Espalação
A espalação ("spallation") é um processo de fissão nuclear que ocorre quando um átomo é desintegrado pelo impacto de uma partícula altamente energética (normalmente um protão). A espalação por raios cósmicos interestelares é responsável pela criação de elementos leves como o Lítio e o Boro.

> número atómico (Z)

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Número de protões existente no núcleo de um átomo.

> nutação, movimento de

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Movimento oscilatório periódico(1) do eixo da Terra provocado principalmente pela influência gravitacional da Lua e do Sol que faz com que o pólo celeste descreva uma pequena elipse.

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Este movimento, conjugado com o de precessão (a azul na figura), faz com que o pólo celeste não descreva na realidade um círculo (de precessão) perfeito(3) na esfera celeste mas sim uma linha ondulada (a vermelho, na figura).

Os eixos da elipse de nutação da Terra medem 18,4" e 13,7".

(1) período de 18 anos e 219 dias
(2) pólo celeste verdadeiro
(3) descrito pelo pólo celeste médio

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