| A magnitude é a medida, numa escala
logarítmica, do brilho das estrelas. Uma estrela de uma determinada magnitude é 2,512
vezes mais brilhante que outra estrela de magnitude imediatamente inferior (valor maior).
Cada incremento de 5 magnitudes corresponde a uma diminuição do brilho por um factor de
100. As magnitudes mais altas são representadas pelos valores mais baixos (negativos). A
magnitude aparente (m) corresponde ao brilho da
estrela tal e qual é vista pelo observador e é afectada por vários factores,
principalmente pela distância a que esta se encontra, mas também pela existência ou
não de matéria interestelar(1) entre ela e o
observador, e pelo instrumento(2) usado na
observação.
A magnitude absoluta (M) é a magnitude aparente
que uma estrela teria se fosse colocada a 10 parsecs (32,6
anos-luz) de distância do observador; não depende assim
da distância (que é fixa) e representa a medida do brilho real, intrínseco, da estrela.
A estrela que vemos com maior brilho no céu nocturno, Sírio da constelação
do Cão Maior, tem uma magnitude aparente de -1,45 e parece-nos muito mais
brilhante que Rigel de Orion que tem 0,11. No entanto Sírio está a
2,7 parsecs de distância e a sua magnitude real é de +1,4, enquanto que Rigel
está a 250 parsecs e tem uma magnitude real de -7,0!
A magnitude bolométrica inclui, para além da radiação em luz visível, todos
os outros comprimentos de onda da radiação electromagnética, sendo assim uma medida da
magnitude total duma estrela ou corpo celeste. Também pode, obviamente, ser dividida em aparente
e absoluta.
Ver luminosidade
Ver a lista das estrelas mais brilhantes
(1) E, no caso de o observador se encontrar
sobre a superfície da Terra, as poluições atmosférica e luminosa.
(2) Sendo o brilho normalmente medido usando a radiação
visível do espectro então é preciso notar que o olho humano é mais sensível à zona
amarelo-verde do espectro enquanto que por exemplo uma película fotográfica é mais
sensível à zona azul. Para uniformizar a medida é usado nas observações um filtro
V que só deixa passar a radiação com comprimentos de onda entre os 505 e 595
nanómetros; daí que normalmente se refiram as magnitudes como mV
ou MV ) |