> Lagrange, Pontos de
> latitude
> lente gravitacional
> Leónidas
> leptão
>
> libração
> limite de Chandrasekhar
>
>
>
>
> longitude
> luminosidade
> lunação
>
>
>

> Lagrange, pontos de equilíbrio de

Topo


Os cinco pontos de equilíbrio de Lagrange são posições em que as forças de atracção entre 2 corpos (M e m) se equivalem e em que um terceiro corpo, de massa negligenciável, como um asteróide ou um satélite fabricado pelo homem(1), poderá estar colocado sem que a sua posição em relação aos dois corpos principais se altere.
Os pontos L1, L2 e L3 são instáveis e os pontos L4 e L5 são estáveis e estão equidistantes de M e m, respectivamente 60 graus à frente e atrás de m na sua órbita em redor de M.
No caso do sistema Sol-Júpiter podem ser encontrados vários asteróides(2) nos pontos L4 e L5 designados genericamente como asteróides troianos. Os primeiros, que precedem Júpiter na sua órbita, receberam nomes de heróis gregos e os segundos, que o seguem, de heróis troianos. Marte também tem alguns asteróides troianos.

(1) Por exemplo, o satélite ACE (Advanced Composition Explorer) lançado em 1997 para estudar o vento solar encontra-se a orbitar o ponto L1 do sistema Sol-Terra.
(2) Cerca de 14 em cada um dos pontos.


> latitude e longitude

Topo


Coordenadas geométricas que definem a posição de um ponto à superfície da Terra (ou de outro objecto esférico).
A latitude tem valores positivos de 0º a 90º a norte do equador e negativos a sul. A longitude mede-se a partir do meridiano principal(1), de 0º a 180º(2) tendo valores positivos para oeste e negativos para leste.(3)

O ponto A tem uma latitude de 45º N (+45º) e uma longitude de 30ºW (+30º); o ponto B tem 15ºS (-15º) de latitude e 30ºE (-30º).

(1) Actualmente o Meridiano de Greenwich.
(2) A 180º de longitude, o meridiano oposto ao de Greenwich constitui a International Date Line.
(3) Os valores também podem ser indicados com os sufixos N, S, E e W (ver legenda da figura acima)


> lente gravitacional

Topo


Efeito provocado pela interposição de uma grande massa de matéria entre um objecto distante e o observador.
Foi previsto por Einstein em 1915 que afirmou que a presença de uma massa importante como a do Sol provocaria um encurvamento do espaço-tempo e a consequente deflexão dos raios luminosos emitidos por uma estrela colocada "atrás" dele(1) e a capacidade de um observador na Terra a poder observar nesse momento(2). Em 1912, durante um eclipse total do Sol, a equipa de Sir Arthur Eddington deslocou-se à Ilha do Príncipe (São Tomé) e pôde comprovar, comparando as fotografias tiradas nesse dia com outras obtidas meses antes durante a noite, que existia realmente uma deflexão que embora diminuta(3), era perfeitamente mensurável com a tecnologia da época e concordante com a previsão. E Einstein conquistou a fama!
O Sol no papel de lente gravitacional

Hoje é possível observar vários exemplos do efeito de lentes gravitacionais bem mais poderosas que o Sol, como é o caso da famosa Cruz de Einstein, em que a imagem de um quasar é multiplicada pelo efeito de uma galáxia interposta entre ele e a Terra.  

Cruz de Einstein Cruz de Einstein
(pormenor)

Clique nas imagens para as aumentar.

(1) A Terra, o Sol e a estrela são colineares.
(2) De dia, apenas graças à ocultação do Sol pela lua durante um eclipse total.
(3) A deflexão provocada pelo Sol é de apenas 0,00048º.


> Leónidas

Topo


"Chuva" de meteoros que ocorre entre 14 e 20 de Novembro, com um máximo entre 17 e 18 de Novembro e que parece emanar de um ponto do céu (radiante) situado na constelação do Leão.
Acontece porque a Terra atravessa nesta altura do ano a órbita do cometa Tempel-Tuttle onde existem pequenos grãos de poeiras e gelo que se incendeiam ao entrar na atmosfera terrestre.

Ver "Chuvas de estrelas"


> leptão

Topo


Nome genérico das partículas de matéria (fermiões) que não interagem pela força nuclear forte.
Têm carga eléctrica 0 ou -1, spin semi inteiro e obedecem ao princípio de exclusão. Os leptões são o electrão, o muão, o tau e os respectivos neutrinos.

Ver partículas elementares


> libração

Topo


Movimento oscilatório de um astro em torno de uma posição média.
A Lua por exemplo apresenta uma libração aparente composta por 3 tipos de oscilação que faz com que o seu hemisfério visível da Terra seja de 59%(1): em latitude, devido ao facto de o seu eixo de rotação não ser perpendicular ao plano de translação, em longitude, por a sua órbita não ser circular e por isso ser percorrida a uma velocidade variável (sendo que a sua velocidade de rotação é constante), e uma libração diurna devida ao facto de um observador na Terra ver a Lua de ângulos diferentes entre o seu nascimento e o seu ocaso.

(1) Em vez dos 50% que seriam visíveis se a libração não se verificasse.


> limite de Chandrasekhar

Topo


1,4 massas solares; é o valor a partir do qual a força da gravidade vencerá a força de repulsão entre os electrões duma estrela; abaixo deste valor a estrela contrai-se para a fase de anã branca mas não passa daí; acima deste valor a contracção continuará e a estrela transformar-se-á pelo menos numa estrela de neutrões senão mesmo num buraco negro.

> luminosidade

Topo


A luminosidade (L) de uma estrela (ou galáxia) é a medida do seu brilho total. Representa a energia total radiada por segundo (em todos os comprimentos de onda da radiação electromagnética) pela estrela (ou galáxia). Mede-se em Watts por segundo (W/s).

Equação de Stefan-Boltzmann

L = 4pR2sT4

Em que L = Luminosidade; R = Raio do objecto; s = constante de Stefan-Boltzmann T = Temperatura superficial

O fluxo de energia é a luminosidade por unidade de superfície. Mede-se em Watts por metro quadrado (W/m2).

Lei do Inverso do Quadrado

f1 = L / 4pd12

f2 = L / 4pd22

sendo L constante e d2 = 2 x d1 então:

f1 = 4 x f2

f1 = fluxo à distância d1; f2 = fluxo à distância d1

As estrelas são classificadas segundo a sua luminosidade na Tabela de Yerkes.

Ver magnitude bolométrica


> lunação

Topo


Ver mes