> eclipse
> eclíptica
> eco luminoso
> electrão
> electromagnética, radiação
> elemento químico
> elongação
> Encke, divisão de
> energia cinética
> enxame
> epiciclos
> equador celeste
> equante
> equinócio
> ESA
> esfera celeste
> espectro da luz
> estratosfera
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> estrela de neutrões
> estrela dupla
> estrelas, tipos de
> excentricidade
> exoplaneta
> exosfera
>
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> eclipse

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Ocultação de um astro por interposição de outro. Nos eclipses do Sol a Lua interpõe-se entre aquele e a Terra, ocultando-o total ou parcialmente. Nos eclipses da Lua é a Terra que está no meio ficando a Lua no seu cone de sombra.

ast_eclipse2.gif (4771 bytes)

ast_eclipse.gif (16816 bytes)

Eclipse do Sol


> eclíptica

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Linha imaginária descrita pelo Sol ao longo de um ano sobre a esfera celeste. Claro que quem se mexe somos nós e, à medida que o fazemos, vamos vendo o Sol na direcção de diferentes astros no céu. Ao fim e ao cabo a eclíptica representa a projecção sobre a esfera celeste do plano de translação da Terra.
Todos os planetas do sistema solar (e a Lua) se deslocam também mais ou menos sobre esta linha, uns com mais inclinação, como Plutão, outros com menos, como Urano:
 
  Mercúrio 7,00º   Marte 1,08º Saturno 2,49º   Neptuno 1,77º
  Vénus 3,39º   Júpiter 1,30º Urano 0,77º   Plutão 17,17º


A obliquidade da eclíptica (e0), ou seja, o ângulo que esta faz com o equador celeste é actualmente(1) de 23º 26' 21,488" e constitui uma das das constantes astronómicas primárias. Trata-se afinal do ângulo de inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao seu plano de translação em volta do Sol.

Ver esfera celeste

(1) J2000,0 = 12 horas do dia 1 de Janeiro de 2000. O facto de o valor de uma constante ser referenciado a uma determinada data deixa implícita a discussão sobre se, pelo menos esta constante, o será realmente a longo prazo. Essa discussão está obviamente fora do âmbito deste modesto dicionário.


> eco luminoso

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Fenómeno observado em 2002 na estrela variável V838 Monocerotis que apresenta um comportamento que inicialmente se poderia considerar semelhante ao de uma nova. No entanto, os astrónomos pensam estar perante uma nova forma de evolução das estrelas até agora desconhecida. As imagens captadas pela câmara ACS do Hubble mostram-nos a iluminação de diferentes camadas de gás que circundam a estrela - mas que terão sido expelidos anteriormente - provocada por sucessivos ecos de luz que vai sendo reflectida para nós com alguns meses de atraso em relação às variações de luminosidade da própria estrela, que nos chegam directamente.
 
V838 Monocerotis
  
Maio 2002 Setembro 2002 Outubro 2002 Dezembro 2002

> electrão

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Partícula fundamental da matéria, constituinte dos átomos. Tem carga eléctrica negativa.

> elemento químico

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Um elemento é uma substância química pura composto por átomos de um único tipo.
O elemento mais leve é o hidrogénio que compõe cerca de 75% da matéria do Universo. O hidrogénio, o deutério, o hélio e algum do lítio foram formados por nucleosíntese logo após o Big Bang. Os elementos mais pesados como p.e. o carbono, azoto e o oxigénio, foram formados por fusão de elementos mais leves, dentro das estrelas. Os elementos ainda mais pesados como p.e. o cobre e o ouro são originados nas explosões de estrelas maciças chamadas supernovas.
Outros elementos ainda mais pesados foram sintetizados pelo Homem.

Todos os átomos do nosso corpo foram formados no Big Bang ou no interior duma estrela !!!

Ver Tabela Periódica


> elongação

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Ângulo dum planeta em relação ao Sol (1). Os planetas inferiores apresentam uma elongação máxima a oeste e outra a leste, sendo que ela é de 28º para Mercúrio e de 48º para Vénus. Os planetas superiores têm elongações que variam entre 0º (em conjunção) e 180º (em oposição).

(1) Sendo o vértice na Terra, onde está o observador.


> Encke, divisão de

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Intervalo escuro existente no anel mais exterior (A) de Saturno. Tem 325 Km de largura e está a 133.570 Km do centro do planeta.

Ver também divisão de Cassini


> energia cinética

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É a energia que um objecto possui por causa do seu movimento. No SI mede-se em joules (ou Nm, ou kgm2/s2)

KE = mv2/2


> enxames

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Designação dada aos agrupamentos de estrelas, enxames de estrelas, ou de galáxias, enxames de galáxias.

Os enxames de estrelas podem ser abertos, compostos por estrelas jovens e dispersas ou globulares, compostos por estrelas mais velhas e concentradas. Os enxames globulares encontram-se distribuídos "por cima" e "por baixo" do disco galáctico da Via Láctea.
 

Enxame aberto
Plêiades (M45)
Enxame globular
Cães de Caça (M3)

Clique nas imagens para as aumentar.

Os enxames de galáxias são agrupamentos de galáxias como por exemplo aquele a que pertencemos, o Grupo Local.

O Enxame da Virgem (está no centro do Superenxame Local) contém cerca de 2.000 galáxias, está a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância e tem 3Mpc de diâmetro (10º). É o mais próximo dos principais enxames de galáxias.
 

Zona central do Enxame da Virgem.
As galáxias espirais mais brilhantes são a M84 (à esquerda) e a M86 (perto do centro da imagem)


> epiciclos

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Órbitas circulares que eram incorrectamente usadas para descrever as órbitas dos objectos celestes no modelo geocêntrico de Ptolomeu e também no modelo heliocêntrico de Copérnico, para tentar explicar o movimento de retrogradação dos planetas.
No modelo de Ptolomeu era considerado que cada planeta se deslocava sobre uma pequena circunferência, o epiciclo, cujo centro por sua vez se movia sobre uma circunferência maior, o deferente, cujo centro não era no entanto coincidente com a Terra. Mais tarde, para explicar o movimento de alguns planetas, viu-se na necessidade de acrescentar o equante, ponto em torno do qual rodava o centro do deferente.

Tanto esforço para manter o conceito das órbitas circulares. De facto até bastante tarde na História o círculo era considerado a forma perfeita e como tal considerado como a única explicação possível para as órbitas. Só depois de Kepler as órbitas foram entendidas como sendo, na verdade, elípticas.


> equinócio

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Altura do ano em que o plano do eixo de rotação da Terra faz um ângulo de 90º com o plano de translação, o que faz com que a declinação do Sol seja nula e os dois hemisférios sejam igualmente iluminados pela sua luz; isto acontece duas vezes no ano: a 22 ou 23 de Setembro (equinócio de Setembro ou do Outono) em que o Sol, ao percorrer a eclíptica, atravessa o equador celeste de norte para sul (no ponto libra) e se inicia o Outono(1), e a 20 ou 21 de Março (equinócio de Março ou da Primavera) em que o Sol atravessa o equador celeste de sul para norte (no ponto vernal) se inicia a Primavera(1).
O ponto vernal e o ponto libra são também chamados de pontos equinociais.

 

 

(1) No hemisfério Norte.

Embora seja frequente ouvir-se dizer, mesmo nos meios de cominucação social, que nas datas dos equinócios a duração do dia é igual à da noite, tal não corresponde à verdade.
De facto nestas datas o período do "dia" é maior que a noite em cerca de 20 minutos (12h10 de luz do dia e 11h50 de escuridão). A verdadeira igualdade acontece alguns dias antes do equinócio da Primavera (cerca do dia 17 de Março) e uns dias depois do equinócio do Outono (cerca do dia 26 de Setembro). Este desfasamento é o resultado de duas causas:

1. O facto de o disco solar não ser um simples ponto mas sim um disco com um semi-diâmetro de 16 minutos de arco; o nascimento e o ocaso do Sol são determinados pelo momento em que o bordo superior do Sol aparece e desaparece no horizonte; na determinação do momento do equinócio é usado o centro do disco solar; isto por si só já faz com que a duração do dia seja um pouco superior a 12 horas.
2. O facto de a atmosfera terrestre provocar um efeito de refracção de cerca de 34 minutos de arco, pelo que um observador ao olhar o horizonte vê aparecer o bordo superior do Sol antes de este estar realmente na tangente à superfície da Terra no ponto de observação.

ast_nascsol.gif (30988 bytes)


> ESA (European Space Agency)

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Agência Espacial Europeia.

> esfera celeste

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Esfera imaginária no centro da qual se encontra a Terra e, como tal, o observador.
Assim, imaginamos os astros como estando "afixados" na superfície interior desta esfera.

Podemos ainda imaginar que esta esfera tem, além de um pólo celeste Norte e um pólo celeste Sul nos pontos em que o prolongamento do eixo de rotação da Terra a "intersecta", um equador celeste que a divide em dois hemisférios e que é, também, a "intersecção" do plano do equador terrestre com a esfera celeste. Estamos assim habilitados a referenciar a posição dos astros na esfera celeste usando, por exemplo, o sistema de coordenadas equatoriais.


> espectro da luz

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Os espectros da radiação electromagnética que percepcionamos como luz visível podem ser de absorção (em que aparecem umas riscas espectrais negras(1) sobre um fundo colorido como um arco-íris): 

ou de emissão (em que as riscas(2) são coloridas sobre um fundo negro):

As riscas são uma espécie de "impressões digitais" dos elementos químicos presentes na fonte emissora, que se apresentam na mesma posição (como o mesmo comprimento de onda) quando a fonte está estacionária mas que se desviam para o vermelho (maior comprimento de onda) quando ela se afasta do observador e para o azul (menor comprimento de onda) quando se aproxima dele.

Ver Efeito Doppler

(1) Linhas de absorção, provocada pela ausência de fotões, absorvidos pelos átomos ou moléculas de um determinado elemento químico.
(2) Linhas de emissão, provocadas pela emissão de fotões por parte dos átomos de um determinado elemento químico.


> estrela binária

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Ver sistema binário

> estrela de neutrões

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Fase final da vida duma estrela com uma massa entre 1,4 e 3 vezes superior à do Sol; com esta massa não atingirá a fase de buraco negro mas depois da implosão a estrela fica extremamente densa(1) e mais pequena que uma anã branca(2).
Ao implodir, uma vez que o seu diâmetro diminui drasticamente, a sua velocidade rotação aumenta na mesma proporção constituindo o que também se designa por pulsar; as velocidades de rotação de alguns pulsares são espantosamente altas podendo atingir 1.000 rotações por segundo!

Fases:
supergigante --> supernova --> estrela de neutrões

(1) Podendo atingir milhões de toneladas por centímetro cúbico!!!
(2) Uma estrela de neutrões com massa semelhante à do Sol tem um diâmetro de cerca de 20Km.


> estrela dupla

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Ver sistema binário

> estrelas, tipos de

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Classes espectrais de estrelas

Classe
espectral(1)

Temperatura(2)
(K)

Cor

Exemplo

O > 25.000 azul Alnitak (Orion)
B 10.000 a 25.000 branca-azulada Espiga (Virgem)
A 7.500 a 10.000 branca Sírio (Cão Maior)
F 6.000 a 7.500 branca-amarelada Prócion (Cão Menor)
G 5.000 a 6.000 amarela Sol
K 3.500 a 5.000 laranja Arcturo (Boieiro)
M < 3.500 vermelha Antares (Escorpião)

(1) Cada classe divide-se em 10 subclasses, numeradas de 0 a 9, por ordem decrescente de temperatura.
No século XIX os astrónomos ordenaram as classes espectrais por ordem decrescente da intensidade das linhas de absorção do hidrogénio (A, B, ...) em vez de usarem a  temperatura superficial.
(2) Os limites de temperatura usados variam ligeiramente consoante as fontes. Aqui  são referidos os valores publicados pelo Goddard Space Flight Center da NASA.

Quantidade estimada de Estrelas na Via Láctea

Classe de Luminosidade Classe
Espectral
Massa
[Msol]*
Luminosidade
[Lsol]*
Número de
Estrelas
Supergigantes (I & II) O - M ? 50.000 ~ 105
Gigantes Vermelhas (III) F - M ~ 1,2 40 ~ 2 x 109
Sequência Principal (V) O ~ 25 80.000 ~ 104
  B 5 200 300 x 106
  A 1,7 6 3 x 109
  F 1,2 1,4 12 x 109
  G 0,9 0,6 26 x 109
  K 0,5 0,2 52 x 109
  M 0,25 0,005 270 x 109
Anãs Brancas B - F ~ 1,0 0,005 35 x 109

Total

400 x 109

Nesta tabela assume-se que a quantidade total de estrelas da VL é de 400 mil milhões.
Massa do Sol = Msol = 2 x 10+33 g; Luminosidade do Sol = Lsol = 4 x 10+33 erg/s

 


> excentricidade

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Medida de quanto uma órbita de desvia da forma circular.

Um círculo tem uma excentricidade igual a zero. Uma elipse tem uma excentricidade maior que 0 e menor que 1; uma parábola tem uma excentricidade igual a 1 e uma hipérbole uma excentricidade maior que 1.

Planeta Excentricidade orbital
Mercúrio 0,206
Vénus 0,007
Terra 0,017
Marte 0,093
Júpiter 0,048
Saturno 0,056
Urano 0,047
Neptuno 0,009
Plutão 0,248

> exoplaneta

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Planeta extra-solar. Que orbita outra estrela que não o Sol.
Actualmente já foi detectada a existência de vários destes planetas, nunca por observação directa dado o seu diminuto brilho, mas sim através da detecção de variações no movimento das estrelas que orbitam. Os planetas assim detectados, para serem capazes de interferir com a posição da estrela, têm que ter grandes massas e estar relativamente próximos dela.

> exosfera

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Camada mais exterior da atmosfera.

Ver atmosfera