> declinação
> deferente
> défice de massa
> desvio para o vermelho
> deutério
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> dia
> diagrama de Hertzsprung-Russel
> directo, movimento
> disco de acreção
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> Doppler, Efeito
> DST
> dupla, estrela
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> declinação

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A declinação (d) dum astro é a distância angular medida (sobre o meridiano do astro) desde o equador celeste até ao astro em questão, sendo positiva para norte do equador e negativa para sul.

Ver coordenadas equatoriais


> défice de massa

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Nome dado à diferença de massa entre um núcleo atómico e a massa total dos nucleões (protões e neutrões) que o constituem, quando isolados. Quando estas partículas se juntam para formar um núcleo atómico, num processo chamado nucleosíntese, alguma da massa é transformada em energia. A quantidade de energia libertada mede-se pela fórmula mais famosa de todas: E = mc2.

> desvio para o vermelho (red shift)

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Deslocação das riscas espectrais de um elemento químico, na análise da luz emitida por um objecto celeste, para perto da zona vermelha do espectro, que permite concluir que esse objecto está em movimento de afastamento, por comparação com a ausência de desvio dessas mesmas riscas quando observadas num objecto estacionário(1).
Por sua vez, um objecto em aproximação apresentará um desvio para o azul.

Trata-se afinal do Efeito Doppler aplicado à radiação electromagnética da luz.

O desvio para o vermelho (red shift), designado normalmente como z, obtém-se dividindo o valor do desvio observado no comprimento de onda, pelo comprimento de onda original (sem movimento):

z = Valor do desvio / Comprimento de onda original

Por exemplo, se uma risca é normalmente medida com 393,3x10-9m e quando medida numa galáxia distante se obtém o valor de 401,8x10-9m então o red shift será:

z = (401,8x10-9m - 393,3x10-9m) / 393,3x10-9m = 0,0216

e, dado que, v = z x c, a velocidade de afastamento dessa galáxia será:

v = 0,0216 x 300.000Km/s = 6.480 Km/s

e a sua distância, dado que d = z x c / H0 , em que H0 é a constante de Hubble (55 Km/s/Mp), será:

d = (0,0216 x 300.000Km/s) / 55 Km/s/Mpc = 129,6 Mpc (Mega parsecs)

(1) Estacionário na medida em que não se distancia nem aproxima de nós embora possa estar a deslocar-se perpendicularmente à nossa linha de observação a uma distância suficientemente grande para que o movimento de aproximação ou afastamento sejam negligenciáveis, como é o caso dos objectos celestes distantes.


> deutério

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Isótopo do hidrogénio cujo núcleo é composto por um protão e um neutrão.

Ver hidrogénio


> dia

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O dia solar verdadeiro é o intervalo de tempo que decorre entre duas culminações superiores(1) consecutivas do Sol, ou seja, duas passagens pelo meridiano do lugar.

O dia solar médio representa, como o nome indica, a média anual de duração do dia solar verdadeiro e dura 24 horas; é a ele que normalmente nos referimos quando dizemos apenas dia.

O dia sideral é o intervalo de tempo que decorre entre duas passagens superiores(2) do ponto vernal (ou de qualquer ponto distante) sobre o meridiano do lugar e tem uma duração de 23h 56m 4,1s.

O dia solar é maior que o dia sideral porque - estando o Sol tão perto da Terra - não é desprezível o movimento desta em torno dele. Assim, depois de um ponto distante (p.e. uma estrela afastada) passar sobre o meridiano local e perfazer um dia sideral, é necessário que  a Terra rode mais cerca de 1 grau(3) sobre si própria para que o Sol passe também sobre esse mesmo meridiano compensando assim a distância que a Terra percorreu entretanto(4) sobre a sua órbita.

ast_dia.gif (11214 bytes)

(1) Nessa altura será meio-dia solar.
(2) Nessa altura serão 0 horas siderais.
(3) Mais precisamente 0,986º, ou seja 360º/365,25 dia; isto demora cerca de 3m 55,9s, a diferença que falta ao dia sideral para perfazer a s 24h do dia solar.
(4) Desde a sua passagem anterior, ou seja, há um dia solar


> directo, movimento

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Movimento contrário ao dos ponteiros do relógio, ou seja, de oeste para leste.
Por exemplo, os movimentos de rotação e de translação da Terra são directos, como aliás acontece com a maior parte dos astros. É o oposto do movimento retrógrado.


> Doppler, Efeito

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Descoberto em 1840 por Christian Doppler, consiste na modificação da altura do som emitido por um objecto em movimento de aproximação ou afastamento de um "observador" em comparação com o som emitido quando o objecto está parado(1). Quando o objecto se aproxima de nós o som torna-se mais agudo e quando se afasta torna-se mais grave e quanto maior for a velocidade do objecto mais acentuado é o desvio.

A altura do som, qualidade que distingue os graves dos agudos, não é mais que uma medida da sua frequência, menor no caso dos primeiros e maior no dos segundos. O som propaga-se com uma velocidade fixa e - supondo que a frequência do som que emite é também constante - a sua aproximação de nós implica que as ondas nos chegam mais depressa, ou seja, com "maior frequência" do que se estivesse parado, o que torna o som mais agudo.

(1) Parado no sentido de não estar a afastar-se nem a aproximar-se de nós, embora possa estar a mover-se perpendicularmente em relação à nossa linha de "observação" (com uma velocidade suficientemente pequena que torne a velocidade de afastamento ou aproximação negligenciáveis).


> DST (Daylight Saving Time)

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Ver tempo

> dupla, estrela

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Duma forma geral chama-se estrela dupla a duas estrelas que, vistas da Terra, parecem ser uma única quando observadas a olho nu mas que podem ser distinguidas através de um telescópio ou doutro método de detecção mais avançado.

Há dois tipos de estrelas duplas:
as que só aparentemente estão próximas uma da outra por estarem na nossa linha de observação, mas que na verdade se encontram muito afastadas entre si; estas são as falsas binárias ou binárias ópticas.
As que são binárias verdadeiras, um sistema de duas estrelas muito próximas, ligadas entre si pela atracção gravitacional mútua. Estas são a grande maioria das estrelas duplas.

Ver sistema binário