> Cassini, divisão de
> catena
> CCD
> cefeide
> CET
> Chandrasekhar, limite de
> Cintura de Asteróides
> Cintura de Kuiper
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> circumpolar
> centro de massa
> classe espectral
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> coluro
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> conservação da energia, lei da
> constantes astronómicas
> constantes fundamentais
> constelação
> coordenadas equatoriais
> coordenadas horizontais
> Coriolis, força de
> culminação
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> Cassini, divisão de

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Intervalo escuro entre os anéis principais (A, o mais exterior, e B) de Saturno.
Tem 4.700 Km de largura e está a 117.500 Km do centro do planeta.

Ver também divisão de Encke


> catena

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Cadeia de crateras na superfície de um planeta.

> CCD (Charge Coupled Device)

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Dispositivo electrónico que tem vindo a substituir a película fotográfica na obtenção de imagens dos objectos celestes com a vantagem de ser bastante mais sensível à luz e permitir por isso o registo de objectos pouco brilhantes.
É o mesmo tipo de sensores usado já há algum tempo nas vulgares câmaras de vídeo e máquinas fotográficas digitais.

> cefeide

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Tipo particular de estrelas, cujo brilho varia em períodos regulares de tempo que podem ser de dias ou semanas devido à expansão e contracção sucessivas da sua atmosfera(1).
Existe uma relação entre o período das variações de brilho e a sua luminosidade intrínseca média pelo que estas estrelas desempenham um importante papel na aferição de distâncias extragalácticas: a medição do período de variação do brilho de cefeides próximas (a distâncias conhecidas por outros métodos) permite comparar a sua luminosidade intrínseca com a luminosidade aparente de estrelas cefeides distantes.

(1) A primeira estrela em que se descobriu esta característica foi a delta de Cefeu.


> centro de massa

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É o ponto em torno do qual giram os corpos componentes dum sistema binário; situa-se sobre uma linha imaginária que une os centros de gravidade de cada um dos corpos, mais perto do mais maciço.

Se x for a distância do centro de massa ao centro do corpo mais maciço, d a distância entre os centros de gravidade dos dois corpos, M a massa do mais "pesado" e m a massa do mais "leve", então teremos:

x / d = m / (M + m)

A Terra e a Lua, por exemplo, giram ambas em torno de um ponto que fica a 4.666Km do centro do nosso planeta (ainda dentro da Terra, mas apenas a 1.712Km da superfície!)


> CET (Central European Time)

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Ver tempo

> Chandrasekhar

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Ver limite de Chandrasekhar

> Cintura de Asteróides (Cintura Principal)

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Região do sistema solar, entre as órbitas de Marte e Júpiter, povoada por inúmeros asteróides e núcleos de cometas.
Uma teoria atribui a sua existência ao resultado do despedaçamento dum planeta causado pela força gravitacional de Júpiter; outra teoria afirma que, pelo contrário, serão fragmentos da nebulosa original que não chegaram a constituir um planeta dada a sua pequena massa(1).
A sua existência foi descoberta após a formulação da Lei de Titius-Bode que determinava que "deveria" existir um planeta entre Marte e Júpiter.

(1) A massa total da Cintura de Asteróides é de 2,3 x 1021 Kg, ou seja cerca de 1/30 da massa da nossa Lua.


> Cintura de Kuiper

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Região do sistema solar, sensivelmente no plano da eclíptica, povoada por inúmeros asteróides - também designados por objectos da cintura de Kuiper (KBOs) ou objectos trans-neptunianos - e que se estende desde a órbita de Neptuno (a cerca de 30 ua) até uma distância de 50 ua (intervalo de Kuiper) onde a densidade de objectos diminui bastante possivelmente devido à acção gravitacional de um objecto maior.

Ver também Nuvem de Oort


> circumpolar

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Estrelas que circundam um pólo celeste e por isso estão sempre visíveis numa dada latitude de observação; para um observador colocado p.e. no pólo Norte todas as estrelas são circumpolares e nenhuma desaparece no horizonte; para um observador colocado sobre o equador terrestre, pelo contrário, todas as estrelas se põem.

Estrelas circumpolares à latitude de Lisboa (39ºN)


> colimação

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Nome dado ao ajuste preciso dos elementos ópticos de um telescópio de forma a produzirem imagens com o maior detalhe possível.

> coluro

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Cada um dos dois meridianos celestes que passam quer pelos pontos equinociais (coluro equinocial) e pelos pontos solsticiais (coluro solsticial).

> coma

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Forma aproximadamente esférica de gases que rodeiam o núcleo de um cometa. É composta por vapor de água, dióxido de carbono e outros gases neutros que foram sublimados do núcleo sólido. A coma e o núcleo formam a cabeça do cometa.

> cometa

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Corpo celeste de relativamente pequenas dimensões que orbita em torno do Sol em órbitas normalmente muito excêntricas. Quando se aproxima do Sol apresenta uma cabeleira e uma ou mais caudas que são provocadas pelo efeito dos ventos solares sobre os seus materiais constituintes: essencialmente gelo e poeiras.

Pensa-se que a maior parte dos cometas provirá da Nuvem de Oort, uma nuvem esférica que circunda o sistema solar e onde poderão existir mais de 100 milhões de blocos congelados. Quando algo perturba a órbita destes blocos, eles abandonam a sua trajectória normal e alguns precipitam-se em direcção ao cento do sistema solar atraídos pela força gravitacional do Sol e apresentando uns uma translação directa e outros retrógrada.


> comprimento de onda

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O comprimento de onda é a distância entre dois pontos equivalentes e consecutivos dessa onda, p.e. entre duas "cristas" sucessivas.

A frequência de uma onda está intimamente relacionada com o seu comprimento e é o número de vezes (ou ciclos) que p.e. uma crista atravessa um dado ponto.
Algumas frequências são audíveis para o ouvido humano.

A amplitude é a altura da onda. Nas ondas sonoras percepcionamo-la como o volume do som.

Na figura ao lado a primeira onda tem um comprimento de onda (40cm) duplo da segunda (20cm) pelo que a sua frequência (2,5Hz) é metade da desta (5Hz).


> conjunção e oposição

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É a altura em que, vistos da Terra, dois outros corpos do sistema solar estão alinhados na mesma longitude. Pelo contrário, estarão em oposição quando estiverem em longitudes opostas (estando obviamente a Terra no meio).

Um planeta inferior está em conjunção inferior (1) quando está entre a Terra e o Sol (estando todos alinhados) e em conjunção superior (2) quando é o Sol que está no meio.

Um planeta superior está em conjunção (4) quando alinhado com o Sol mas para lá deste e estará em oposição (3) quando é a Terra que está no meio.


> conservação da energia, lei da

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Lei fundamental da física segundo a qual a energia nunca pode ser criada nem destruída mas apenas transformada numa outra forma.

> constantes astronómicas

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As constantes(1) astronómicas foram estabelecidas pela primeira vez em 1896 e o sistema actual data de 1984.
 
Constantes astronómicas primárias
c velocidade da luz 299.792.458 m/s
tF tempo de luz para a unidade de distância 499,004 782 s
R raio equatorial da Terra 6.378.140 m
J2 factor de elipticidade geopotencial da Terra 0,001 082 63
GM constante geocêntrica da gravitação 3,986 005 x 1014 m3/s2
G constante gravitacional 6,6742 x 10-11 m3/s2/Kg
m razão entre a massa da Lua e a massa da Terra 0,012 300 02
p precessão geral em longitude por século juliano (J2000.0) 5.029,0966"
e0 obliquidade da eclíptica (J2000.0) 23º 26' 21,488"

(1) A discussão sobre se as constantes o serão realmente a longo prazo extravasa obviamente o objectivo deste dicionário.


> constantes fundamentais

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Propriedades supostamente inalteráveis(1) dos constituintes mais básicos do Universo.
 
Constante Símbolo Valor
Carga do electrão e 1,60217733 x 10-19 C
Massa do electrão em repouso me 9,1093897 x 10-31 kg
Momento magnético do electrão µe 9,2847701 x 10-24 JT-1
Massa do protão em repouso mp 1,6726231 x 10-27 kg
Massa do neutrão em repouso mn 1,6749286 x 10-27 kg
Constante gravitacional G 6,67259 x 10-11 Nm2/kg2
Velocidade da luz c 299.792.458 m/s
Constante de Plank h 6,6260755 x 10-34 Js

(1) A discussão sobre se as constantes o serão realmente a longo prazo extravasa obviamente o objectivo deste dicionário.


> constelações

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Figuras imaginárias formadas por estrelas facilmente visíveis e áreas por elas ocupadas segundo estabelecido pela União Internacional de Astronomia que estipulou as fronteiras das 88 constelações.
A sua vantagem é poderem servir para referenciar com facilidade todas as áreas do céu.

> coordenadas equatoriais

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É o sistema de coordenadas mais usado em astronomia para referenciar a posição dos astros na esfera celeste. As coordenadas são a ascensão recta (a) e a declinação (d).
Este sistema tem, em relação ao sistema de coordenadas horizontais, a vantagem de não estar dependente da hora e do local de observação.

Considerando estar a Terra no centro da esfera celeste, se prolongarmos o plano do Equador e o eixo de rotação da Terra até "intersectarem" a esfera celeste, obteremos o equador celeste e os os pólos celestes  Norte e Sul; imaginando agora um meridiano que, partindo do pólo celeste Norte, passe por um dado astro...

A declinação (d) dum astro é a distância angular medida (sobre o meridiano do astro) desde o equador celeste até ao astro em questão, sendo positiva para norte do equador e negativa para sul.

A ascensão recta  (a) dum astro é a distância angular medida sobre o equador celeste desde o ponto vernal (ou ponto equinocial da Primavera) e o ponto de intersecção do meridiano do astro com o equador celeste; é o equivalente à longitude na Terra, mede-se no sentido directo (anti horário, de oeste para leste), normalmente em horas, de 0 a 24 horas embora também possa medir-se em graus de 0º a 360º (1 hora = 15 graus).


> coordenadas horizontais

Topo


Um dos sistemas de coordenadas usados em astronomia para referenciar a posição dos astros na esfera celeste. As variáveis são o azimute (z) e a altura (h)
O azimute mede-se em graus a partir do Sul, onde tem o valor de 0º, para oeste onde será o azimute 90º e assim sucessivamente.
A altura mede-se em graus sobre a vertical do astro, a partir do horizonte(1) onde tem o valor 0º, até atingir 90º no zénite; para "baixo" do horizonte a altura apresenta valores negativos até atingir -90º no nadir.

Este sistema tem a desvantagem de estar dependente da hora e do local de observação uma vez que o movimento da Terra faz variar constantemente o valor destas coordenadas. Em astronomia é mais usado o sistema de coordenadas equatoriais que não apresenta este inconveniente.

Na figura estão assinalados os azimutes a vermelho e as alturas a verde.

(1) Entende-se aqui como horizonte um círculo imaginário projectado na esfera celeste e que é um prolongamento do plano em que se encontra o observador, a 0 metros de altitude.

Na figura acima, um observador virado para Sul vê uma estrela a uma altura (h) de 40º.


> Coriolis, força de

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Força resultante do movimento de rotação da Terra em torno do seu eixo e que é responsável pelo facto de as correntes de ar das tempestades no hemisfério Norte terem uma rotação contrária à dos ponteiros do relógio (directo) e o sentido inverso (retrógrado) no hemisfério Sul.

> culminação

Topo


Qualquer passagem dum astro sobre o meridiano do lugar.
No entanto os astros circumpolares têm duas culminações diárias, uma culminação superior, acima do pólo celeste, e uma culminação inferior, abaixo do pólo; também se lhes dá o nome de passagem superior e passagem inferior, respectivamente.