> aberração cromática
> aberto, enxame
> aceleração
> acreção
> acromática, lente
> aerólito
> afélio
> Airy, disco de
> albedo
> alfabeto grego
> ALMA
> almucântara
> altura
> anã branca
> anã castanha
> anã negra
> analema
> ano
> ano galáctico
> ano-luz
> anomalístico, ano
> anomalístico, mês
> antiápex
> ápex
> apoastro
> apocromática, lente
> apogeu
> Apophis
> Arecibo, Monte
> ascensão recta
> asterismo
> asteróide
> atmosfera
> aurora
> azimute
>

> aberração cromática

Topo


Característica apresentada pelas lentes simples que faz com que as imagens apareçam com os bordos irisados.
O índice de refracção das diferentes radiações componentes da luz branca varia com o respectivo comprimento de onda apresentando assim diferentes distâncias focais para as diversas cores; o vermelho com um comprimento de onda maior sofre o menor desvio enquanto que o violeta com o menor comprimento de onda tem o máximo desvio.
Para minimizar este efeito usam-se duas lentes nas objectivas dos telescópios refractores e nos binóculos, feitas de materiais com diferentes índices de refracção, para fazer convergir duas cores no mesmo ponto focal; são as lentes acromáticas.
As lentes apocromáticas eliminam a aberração cromática graças à utilização de 3 ou 4 lentes diferentes ou recorrendo ao emprego da fluorite que, ao contrário do vidro, possui o mesmo índice de refracção para todos os comprimentos de onda da luz visível.

Os telescópios reflectores, possuindo um espelho em vez duma lente, apresentam a mesma distância focal para todas as cores da luz, eliminando assim os inconvenientes da aberração cromática.


> aceleração

Topo


De uma forma geral, qualquer variação de velocidade ou de direcção de um corpo em movimento. Quando a variação de velocidade é negativa estamos perante uma desaceleração.

aceleração da gravidade
Aumento de velocidade de um corpo material provocado pela força gravitacional de um outro corpo material. A aceleração gravitacional média à superfície da Terra é de 9,8 m/s2 (1).

(1) Mais precisamente 9,80665 m/s2. No Equador é de 9,799 m/s2. A diferença deve-se à variação da distância entre a superfície da Terra e o seu centro de massa, que é maior no Equador.


> acreção

Topo


Duma forma geral, a agregação de partículas originando partículas maiores.

Captura de matéria por um astro devida à sua atracção gravitacional. Está provavelmente na origem da formação dos planetas. Também é frequente existir nos sistemas binários em que a estrela mais maciça - muitas vezes uma anã branca, uma estrela de neutrões ou um buraco negro - captura matéria da sua companheira. A primeira fica então rodeada por um disco de acreção composto pelos gases arrancados à sua companheira que rodam em espiral à sua volta aquecendo emitindo raios X. Pensa-se que será a acreção de matéria (gases e poeiras) no núcleo das galáxias activas e dos quasares a responsável pela emissão intensa de radiação que daí provém.


> aerólito

Topo


Ver meteorito

> afélio Topo

Posição em que um planeta ou um cometa, durante a sua translação em redor do Sol, se encontra mais distante deste. A Terra está no afélio aproximadamente a 4 de Julho. É o ponto diametralmente oposto ao periélio.

 


> Airy, disco de

Topo


Ver poder de resolução

> albedo

Topo


É a parte da radiação que incide sobre um planeta que é reflectida por este.
Vai de 0 (zero) para uma superfície não reflectora até 1 para uma superfície totalmente reflectora.
O albedo da Terra é de 0,39 o que quer dizer que esta reflecte de volta para o espaço 39% da radiação luminosa que recebe do Sol.

> alfabeto grego

Topo


Uma das formas de identificar as estrelas é designando-as por uma letra grega (minúscula) seguida pelo nome latino, no genitivo, da constelação a que pertencem, p.e. Alfa Centauri, a estrela mais brilhante da constelação do Centauro.
De uma forma geral - mas nem sempre - as letras são atribuídas às diversas estrelas pela ordem decrescente da sua magnitude e assim a estrela mais brilhante duma dada constelação será a alfa (a), a seguinte a beta (b), depois a gama (g) e assim sucessivamente.
a alfa
i
iota r
b beta
k
capa s sigma
g gama
l
lambda t tau
d delta
m
miú u upsilon
e épsilon
n
niú f fi
z zeta
x
csi c qui
h eta
o
omicron y psi
q teta
p
pi w ómega

As estrelas mais brilhantes têm também nomes próprios pelos quais são mais facilmente identificadas.


> ALMA

Topo


Atacama Large Millimeter Array. Futuro radiotelescópio a construir a 5.000metros de altitude em Atacama, no Chile, será composto por pelo menos 64 antenas de alta precisão e terá como principal objectivo observar as regiões frias do Universo que são opticamente escuras mas brilhantes na radiação com comprimentos de onda da ordem do milímetro.
Será o resultado de uma parceria entre a Europa e a América do Norte (E.U.A. e Canadá) em cooperação com o Chile. Será construído e explorado pelo NRAO e pelo ESO.


> almucântara

Topo


Qualquer círculo da esfera celeste paralelo ao equador celeste. Também se designa por paralelo de altura ou círculo de altura.

Ver também: coordenadas horizontais


> altura (h)

Topo


É a distância angular entre o horizonte e um ponto da esfera celeste; em conjunto com o azimute constitui o sistema de coordenadas horizontais usadas para referenciar qualquer ponto da esfera celeste.
Mede-se em graus sobre a vertical do astro, a partir do horizonte onde tem o valor 0º, até atingir 90º no zénite; para "baixo" do horizonte a altura apresenta valores negativos até atingir -90º no nadir.

Ver também: coordenadas horizontais


> anã branca

Topo


Fase final da vida duma estrela com massa semelhante à do Sol. Depois de se expandir e de se ter transformado numa gigante vermelha, a estrela contrair-se-á e atingirá a fase de anã branca.

Fases:
anã amarela  --> gigante vermelha --> anã branca


> anã castanha

Topo


Fase intermédia da vida duma estrela com uma massa cerca de 10 vezes inferior à do Sol.
Com tão pouca massa este tipo de estrelas vai consumindo vagarosamente o seu combustível sem nunca brilhar demasiado; o seu período de vida é de cerca de 200 mil milhões de anos(1); na fase final transforma-se em anã negra.

Fases:
anã castanha --> anã negra

(1) O nosso Sol tem um período de vida de "apenas" 10 mil milhões de anos!


> anã negra

Topo


Corpo celeste hipotético que, teoricamente, representará a fase posterior à fase da anã branca na vida duma estrela. Dado que serão necessários biliões de anos para que uma estrela atinja esta fase e a idade do Universo é de apenas 15.000 milhões de anos, este tipo de estrela será sempre uma teorização.
Não confundir com buraco negro que, quando é derivado de uma estrela supergigante, é muitíssimo mais maciça que uma estrela anã.

Até aos anos 60 a designação de anã negra era atribuída às anãs castanhas, que são de origem diferente.

Fases:
anã branca --> anã negra


> analema

Topo


Figura em forma de oito formada pelas sucessivas posições do Sol à mesma hora ao longo de um ano. É consequência de dois factores independentes: da inclinação do eixo da Terra em relação ao plano da sua órbita ao redor do Sol e da forma elíptica da órbita terrestre.
 

> ano Topo

O ano trópico é o período de tempo que o Sol demora a passar duas vezes consecutivas por um dado ponto da eclíptica tal como um equinócio (como o ponto vernal) ou um solstício. São, em média, 365,24219878 dias. É a esta duração que tentamos adaptar o nosso ano civil.

O ano sideral é o período de tempo que o Sol demora a passar duas vezes consecutivas na direcção de um dado ponto da esfera celeste. São 365,25636 dias.

O ano trópico é menor que o ano sideral em cerca de 20,4 minutos por causa do movimento de precessão da Terra que faz com que, a cada ano, o ponto vernal se desloque para a direita 50,26" em relação ao fundo de estrelas da esfera celeste; assim o Sol atinge  primeiro o ponto vernal do que a direcção em que o ponto vernal estava um ano antes.

O ano anomalístico é o período de tempo que decorre entre dois periélios consecutivos. São 365,2596 dias.

O "ano juliano" tinha 365,25 dias (= 365 + 1/4)

No calendário juliano, usado entre 45AC e 1582, o ano tinha 1 dia extra a cada 4 anos o que dá uma média de 365,25 dias; isto fez com que, erradamente, fosse sendo introduzido 1 dia a mais em cada 128 anos(1) pelo que, na altura da adopção do calendário gregoriano em Portugal foi necessário "abolir" 10 dias ao calendário. Em Portugal, ao dia 4 de Outubro de 1582 sucedeu o 15 de Outubro.

O "ano gregoriano" tem 365,2425 dias (= 365 + 1/4 - 1/100 + 1/400).

No calendário gregoriano em vigor, em cada 400 anos há 97 anos bissextos; são bissextos os anos divisíveis por 4 ou 400 exceptuando os anos divisíveis por 100; assim só será introduzido um dia a mais aproximadamente a cada 3.225 anos(2).

O "ano gregoriano moderno" teria 365,24225 dias (= 365 + 1/4 - 1/100 + 1/400 - 1/4000).

É o resultado duma proposta de aperfeiçoamento feita, entre outros, pelo astrónomo John Herschel e consiste na introdução duma nova regra que determina que os anos divisíveis por 4000 não sejam bissextos; assim só seria introduzido um dia a mais aproximadamente a cada 19.523 anos(3).

O "ano bissexto" é o nome dado ao ano a que se acrescenta um dia - actualmente o dia 29 de Fevereiro.

No ano 45 a.C. Júlio César determinou que o dia extra fosse acrescentado duplicando o dia 24 de Fevereiro que se chamava "dies sexta ante calenda martias ", ou seja  "o sexto dia antes da calenda(4) de Março". Como os romanos davam nomes aos dias em vez de os numerar, o dia extra passou a chamar-se simplesmente "bis sextus dies ante calendas Martii ".

7º dia antes da Calenda de Março 6º dia antes da Calenda de Março 6º dia antes da Calenda de Março 5º dia antes da Calenda de Março 4º dia antes da Calenda de Março 3º dia antes da Calenda de Março Véspera da Calenda de Março Calenda de Março
23/Fev 24/Fev 25/Fev 26/Fev 27/Fev 28/Fev 29/Fev 1/Março

(1) 1 / (365,25 - 365,24219) = 128 anos
(2)
1 / (365,2425 - 365,24219) = 3.225 anos
(3)
1 / (365,24225 - 365,24219) = 19.523 anos
(4) Calenda era o nome dado pelos romanos ao 1º dia de cada mês.
(5) Em relação a 3 dias fixos em cada mês: Calendae (1º dia do mês), Idus (o 13º dia do mês excepto em Março, Maio, Julho e Outubro em que era o 15º) e Nonae (o 9º dia antes do Idus (contando este como 1º dia) e que, consoante o mês, calhava no 5º ou  7º dia).


> ano galáctico

Topo


É a duração do movimento de translação do Sol em torno do centro da nossa galáxia;
são 220 milhões de anos !
...a uma velocidade de 250 Km por segundo !
...para percorrer 28.000 anos-luz !

> ano-luz (a.l.)

Topo


É a distância percorrida pela luz, no espaço, durante o período de tempo de um ano e constitui a unidade de comprimento mais usada para medir as enormes distâncias do espaço exterior ao sistema solar.
Dado que a luz se propaga à velocidade de cerca de 300.000Km(1) por segundo, e um ano tem 31.557.600 segundos, então 1 a.l. equivale a 9,46 biliões de quilómetros (9,46 x1012Km).
1 a.l. equivale a 63.240 unidades astronómicas (u.a.).
1 a.l. equivale também a 0,30675 parsecs (pc).

(1) A velocidade exacta da luz no "vazio" é de 299.792,458Km/s.


> ápex Topo

Ponto da esfera celeste em direcção ao qual todo o sistema solar e as estrelas vizinhas se deslocam à velocidade de 19,6 Km/s.
Está situado aproximadamente a a = 18h 00m, d = +30º, na constelação de Hércules.
O ponto diametralmente oposto é o antiápex.

Ver localização no céu


> apoastro Topo

Posição em que a componente menor duma estrela binária, na sua órbita em torno da estrela principal, se encontra mais afastada desta. É o ponto diametralmente oposto ao periastro.

> apogeu Topo

Ponto da órbita da Lua, ou da órbita aparente anual do Sol, ou de um satélite artificial  em que estes se encontram mais afastados da Terra. A Lua, no seu apogeu, estará a cerca de 406.700Km da Terra. É o ponto diametralmente oposto ao perigeu.

> Apophis

Topo


Asteróide descoberto em 2004 e ao qual foi atribuído o nome provisório de 2004 MN4 tendo sido posteriormente baptizado com o nome actual, 99942 Apophis. Na altura da sua descoberta este asteróide foi classificado com o grau 4 da Escala de Torino. O risco de impacto numa outra passagem em 2036 fez com que a classificação fosse mantida no grau 1 até 5 de Agosto de 2006 altura em que novos cálculos fizeram baixar este nível para o grau 0.

No entanto a previsão aponta para uma passagem perto da Terra em 13 de Abril de 2029 a apenas um décimo da distância lunar (a cerca de 38.440 km). Como termo de comparação convém recordar que os satélites do sistema GPS orbitam a Terra a 20.200 km de altitude e os satélites geoestacionários de comunicações estão a cerca de 35.800 km.

Segundo dados do "Near Earth Object Program" da NASA, embora a sua velocidade relativamente à Terra seja de "apenas" 5,87 km/s, em caso de colisão, dada a atracção gravitacional que o nosso planeta exerceria sobre ele, o Apohphis teria na altura da entrada na atmosfera uma velocidade de impacto calculada em 12,59 km/s o que provocaria uma libertação de energia equivalente a cerca de 400 megatoneladas de TNT(1).

(1) Tomando o termo de comparação habitual nestas situações, a bomba atómica lançada em 1945 sobre Hiroshima que terá libertado uma energia de 13 toneladas de TNT, a energia do impacto do Apophis seria equivalente a 30770 dessas bombas.


> Arecibo, Observatório do Monte Topo

O radiotelescópio de Monte Arecibo, em Porto Rico, E.U.A. possui a maior antena fixa do Mundo, com 305m de diâmetro.
Já foi "protagonista" de vários filmes desde "O Contacto" ao "007- Golden Eye"
 

Radiotelescópio de Monte Arecibo, Porto Rico, E.U.A.


> ascensão recta Topo

A ascensão recta  (a) dum astro é a distância angular medida sobre o equador celeste desde o ponto vernal (ou ponto equinocial da Primavera) e o ponto de intersecção do meridiano do astro com o equador celeste; é o equivalente à longitude na Terra, mede-se no sentido directo (anti horário, de oeste para leste), normalmente em horas, de 0 a 24 horas embora também possa medir-se em graus de 0º a 360º (1 hora = 15 graus).

Ver também: coordenadas equatoriais


> asterismo

Topo


Padrão de estrelas de fácil identificação que pode associar estrelas de constelações diferentes - como por exemplo o Triângulo de Verão(1) que é visível perto do zénite ao princípio das noites de Julho e Agosto, ou o Quadrado de Pégaso, formado por estrelas de Pégaso e de Andrómeda - ou agrupar estrelas da mesma constelação como é o caso das Três Marias que é composto pelas 3 estrelas do cinturão de Orion: Alnitak, Alnilam e Mintaka.

(1) O Triângulo de Verão é composto pelas estrelas Deneb (do Cisne), Altair (da Águia) e Vega (da Lira).


> asteróides Topo

Pequenos corpos celestes de forma irregular de composição rochosa ou metálica e sem atmosfera que na sua maior parte orbitam o Sol entre Marte e Júpiter na chamada Cintura de Asteróides e também na Cintura de Kuiper, para lá da órbita de Neptuno.
Calcula-se que existam cerca de 100.000 asteróides no sistema solar, alguns de dimensões apreciáveis como Ceres, Vesta e Palas, o que permite a sua visualização através de simples binóculos.

Uma pequena quantidade de asteróides encontra-se em órbita nos pontos de Lagrange.

Ver também: Apophis

Asteróide 4 Vesta
(modelo)

Clique na imagem para a aumentar.


> atmosfera

Topo


Camada de gases que rodeia a parte sólida de um corpo celeste (planeta ou estrela) que tenha suficiente força gravitacional para tal.
A atmosfera da Terra é composta por 78% de azoto, 21% de oxigénio, 0,9% de árgon e 0,03% de dióxido de carbono(1), e divide-se em várias camadas em altitude:
Troposfera
até 10 Km de altitude, a temperatura diminui 5,5ºC por cada Km que se sobe, onde se forma a maior parte das nuvens
Estratosfera
entre 10 e 50 Km de altitude, no limite superior a temperatura é semelhante à do nível do mar
Mesosfera
entre 50 e 80 Km de altitude, região onde a temperatura diminui drasticamente
Ionosfera
entre 80 e 640 Km de altitude, átomos ionizados pela radiação solar, condutores de electricidade; tem grande influência na propagação das ondas rádio; também designada por termosfera dadas as altas temperaturas que apresenta(2)
Exosfera
entre 640 e 9.600 Km de altitude, limite exterior da atmosfera

(1) Para além de vapor de água, e vestígios de hidrogénio, monóxido de carbono, ozono, metano, hélio, néon, kripton e xénon.
(2) 1.200ºC a 400 Km de altitude!

                Na figura as altitudes não estão à escala


> aurora

Topo


Luz brilhante colorida, observável em determinadas situações perto do pólo Norte (aurora boreal) ou do pólo Sul (aurora austral), originada pela emissão de fotões resultante da colisão de partículas carregadas electricamente, ao serem conduzidas pelo campo magnético terrestre em direcção aos pólos magnéticos do planeta, com os átomos da atmosfera superior.

> azimute (z)

Topo


É a distância angular entre a direcção Sul e um dado ponto sobre o horizonte; em conjunto com a altura constitui o sistema de coordenadas horizontais usadas para referenciar qualquer ponto da esfera celeste.
Mede-se em graus a partir do Sul, onde tem o valor de 0º, para oeste onde será o azimute 90º, e assim sucessivamente.

Ver também: coordenadas horizontais